domingo, 22 de junho de 2014

Dez palavras


Com um amigo a minha poesia nasceu,
Com esse mesmo inimigo minha poesia morreu.

O vento que suavemente me soprou,
Foi apenas um dos furacões.
Foi apenas uma das decepções.

Com dez palavras a minha poesia se inventou,
Com dez descobertas a minha poesia desmoronou.

Dez palavras para uma reciprocidade que nunca houve:
Amizade de puras inverdades,
Consequências que com certeza são inevitáveis.

Uma poesia particular que ontem nasceu,
Se deve a poesia que ontem mesmo morreu.

Som e imagem foi o que eu perdi,
Antes fosse apenas isso,
Seria muito mais leve todo o suplício.

Minha poesia precisava apenas fazer saber,
Minha poesia nasceu para brevemente morrer!

Rafa Perini'

Lá fora



Pela porta posso eu passar
Mas, preciso antes, muito bem pensar
Onde é que eu quero chegar?
O que depois da porta eu pretendo encontrar?

Para, pela porta, não passar
Decidi na janela me debruçar
Da janela eu vi o que almejar
Descobri que lá fora eu posso sonhar

Mas, mais um pouco decidi esperar
No meu banco voltei a me sentar
Não é melhor duas vezes eu pensar?
Sair por esse mundo imenso é uma decisão muito séria a se tomar!

Mas meus sonhos eu preciso ir buscar
Da janela eu pude os avistar
Mas será que vai ser fácil lá chegar?
Seria bom mais um tempo aqui eu ficar?

Viver aqui dentro, ou lá fora sonhar
Eis uma questão a me pegar
Uma peça que a vida veio me pregar
Veio me mostrar uma história que preciso vivenciar

Minha história, um rumo, então vai tomar
Quer aqui eu fique, quer para fora eu vá
Uma decisão não faz sempre parte do experimentar?
Acho que sim, decidi! Vou lá fora sonhar!

Rafa Perini'

Porque escrevo...

Só escrevo o que sinto
Sinto porque vivo
Vivo por você!

Você lê o que eu escrevo
E então descobre que por você eu vivo
E que vivo porque sinto você!

Eles lêem e entendem também...
Pois, podem eles observar tão bem
Que você é quem eu quero, neném!


Rafa Perini'

Talvez...

Talvez eu vá até ali
Talvez eu deva permanecer aqui

Certamente aqui é o lugar ideal
Certamente, ideal é o mundo que há no meu quintal

Meu quintal é o mundo
O mundo que é de todo mundo

Talvez eu deva ir mesmo até lá
Talvez seja bobo ficar parado apenas do lado de cá

É certo que o melhor é movimentar-se
É certo realmente o inquietar-se?

Meu corpo parado não pode ficar
Meu mundo exige o meu movimentar

Talvez, certamente... o mundo, meu mundo... exige de mim o movimentar e também o parar. Mas o mundo é meu... decido eu então como ficar! 


Rafa Perini'

Algumas perguntas...

E quando você não cabe mais no mundo? 
E quando o seu coração não suporta mais tudo? 
E se você deixar atrás das muralhas do esquecimento o peso dos erros?
E se você tentar seguir adiante como se o ontem não tivesse existido?
Por que pensar em dias melhores, se os melhores parecem não mais existir?
Por que esperar pelo melhor das pessoas, se apenas maldade é o que parece haver?

Posso desistir das respostas?

Rafa Perini'

Pensamentos aleatórios!

Porque ninguém é alguém sozinho! Mas quando se tem o melhor ao lado, e por isso, não estar sozinho, tentar mais uma vez é sempre possível! E ai é possível ser alguém de verdade! - Rafa Perini'

Se for para ser...

Se for para ser raio, que seja o de sol, que ilumina e aquece.
Se for para ser ar, que o seja em movimento, que seja vento, capaz de impulsionar e para frente levar.
Se for para ser terra, que seja aquela onde a flor mais bela de todas é capaz de ser cultivada.
Se for para ser fogo, que seja aquele que arde senão e tão somente no peito dos apaixonados.
Se for para ser água, que seja aquela provinda da fonte, infinitamente procurada, da juventude.
Se for para ser poeta... que o sejamos todos nós!
Somos tudo, somos todos, tudo e todos é o que podemos ser!

Rafa Perini'

Sobre o sentimento mais profundo!

Sobre o sentimento mais profundo
Venho eu aqui tratar
É o amor mais absurdo
Muito mais sublime que um simples amar
Sentimento que é benigno
Célebre e divino
É um amor apenas digno
Daqueles a quem chamo de amigos
Amor que me lança à saudade
Que me entrega as lembranças
Que faz de mim metade
Inteiro sou apenas nas esperanças
O amor que no peito eu levo
É um sentimento que com prazer eu carrego
E que por ele faço tudo e me entrego
Por ele minha própria vida eu nego
Amar é tão abstrato
Entretanto sei bem quais são suas formas
Por isso em um retrato
Pincelo com fervor as suas normas
No rubor de tal amor
Venho aqui apenas propor
Que para tal sentimento façamos todos um favor
Entreguemo-nos de alma e sintamos em tal sentimento o mais singelo e refrescante calor
Rafa Perini'

Pensamentos aleatórios!

Sonho com o dia em que a realidade permitirá meus sonhos realizar! - Rafa Perini'

Artes de um Duelo!

Artes de um duelo
Ao tratar da amizade
Como sendo o amor mais impressionante
Tive eu nesta tarde
A parceria de uma duelante
...
Ao poeta não é reservado
Um futuro promissor
Ou se morre de fome,
Ou se morre de amor!
Se mesmo no futuro,
Esse amor a mim continuar pertencendo,
Com fome ou de amor
Sei que poderei continuar vivendo!
Com fome não há de vingar
Essa alma tão disposta a poetizar
Mas morrer de amor
É a mais bela forma de amar!
Amo tanto a vida
Que morrer não cabe em mim
Mas se isso é o que o amor me solicita
Me agrado eu em tal fim
Ao poeta não há de ser fúnebre
O ofício de poetizar
Tem por finalidade
Sua existência eternizar.
Lindas suas palavras
Obrigado por a morte de mim afastar
Viver eternamente nas letras
É viver eternamente a amar
Meu intento foi alcançado
Perpetuar em si
A motivação
E a capacidade de amar!
Rafa Perini' e Sheila Giraldi