domingo, 22 de junho de 2014

Dez palavras


Com um amigo a minha poesia nasceu,
Com esse mesmo inimigo minha poesia morreu.

O vento que suavemente me soprou,
Foi apenas um dos furacões.
Foi apenas uma das decepções.

Com dez palavras a minha poesia se inventou,
Com dez descobertas a minha poesia desmoronou.

Dez palavras para uma reciprocidade que nunca houve:
Amizade de puras inverdades,
Consequências que com certeza são inevitáveis.

Uma poesia particular que ontem nasceu,
Se deve a poesia que ontem mesmo morreu.

Som e imagem foi o que eu perdi,
Antes fosse apenas isso,
Seria muito mais leve todo o suplício.

Minha poesia precisava apenas fazer saber,
Minha poesia nasceu para brevemente morrer!

Rafa Perini'

Lá fora



Pela porta posso eu passar
Mas, preciso antes, muito bem pensar
Onde é que eu quero chegar?
O que depois da porta eu pretendo encontrar?

Para, pela porta, não passar
Decidi na janela me debruçar
Da janela eu vi o que almejar
Descobri que lá fora eu posso sonhar

Mas, mais um pouco decidi esperar
No meu banco voltei a me sentar
Não é melhor duas vezes eu pensar?
Sair por esse mundo imenso é uma decisão muito séria a se tomar!

Mas meus sonhos eu preciso ir buscar
Da janela eu pude os avistar
Mas será que vai ser fácil lá chegar?
Seria bom mais um tempo aqui eu ficar?

Viver aqui dentro, ou lá fora sonhar
Eis uma questão a me pegar
Uma peça que a vida veio me pregar
Veio me mostrar uma história que preciso vivenciar

Minha história, um rumo, então vai tomar
Quer aqui eu fique, quer para fora eu vá
Uma decisão não faz sempre parte do experimentar?
Acho que sim, decidi! Vou lá fora sonhar!

Rafa Perini'

Porque escrevo...

Só escrevo o que sinto
Sinto porque vivo
Vivo por você!

Você lê o que eu escrevo
E então descobre que por você eu vivo
E que vivo porque sinto você!

Eles lêem e entendem também...
Pois, podem eles observar tão bem
Que você é quem eu quero, neném!


Rafa Perini'

Talvez...

Talvez eu vá até ali
Talvez eu deva permanecer aqui

Certamente aqui é o lugar ideal
Certamente, ideal é o mundo que há no meu quintal

Meu quintal é o mundo
O mundo que é de todo mundo

Talvez eu deva ir mesmo até lá
Talvez seja bobo ficar parado apenas do lado de cá

É certo que o melhor é movimentar-se
É certo realmente o inquietar-se?

Meu corpo parado não pode ficar
Meu mundo exige o meu movimentar

Talvez, certamente... o mundo, meu mundo... exige de mim o movimentar e também o parar. Mas o mundo é meu... decido eu então como ficar! 


Rafa Perini'

Algumas perguntas...

E quando você não cabe mais no mundo? 
E quando o seu coração não suporta mais tudo? 
E se você deixar atrás das muralhas do esquecimento o peso dos erros?
E se você tentar seguir adiante como se o ontem não tivesse existido?
Por que pensar em dias melhores, se os melhores parecem não mais existir?
Por que esperar pelo melhor das pessoas, se apenas maldade é o que parece haver?

Posso desistir das respostas?

Rafa Perini'

Pensamentos aleatórios!

Porque ninguém é alguém sozinho! Mas quando se tem o melhor ao lado, e por isso, não estar sozinho, tentar mais uma vez é sempre possível! E ai é possível ser alguém de verdade! - Rafa Perini'

Se for para ser...

Se for para ser raio, que seja o de sol, que ilumina e aquece.
Se for para ser ar, que o seja em movimento, que seja vento, capaz de impulsionar e para frente levar.
Se for para ser terra, que seja aquela onde a flor mais bela de todas é capaz de ser cultivada.
Se for para ser fogo, que seja aquele que arde senão e tão somente no peito dos apaixonados.
Se for para ser água, que seja aquela provinda da fonte, infinitamente procurada, da juventude.
Se for para ser poeta... que o sejamos todos nós!
Somos tudo, somos todos, tudo e todos é o que podemos ser!

Rafa Perini'

Sobre o sentimento mais profundo!

Sobre o sentimento mais profundo
Venho eu aqui tratar
É o amor mais absurdo
Muito mais sublime que um simples amar
Sentimento que é benigno
Célebre e divino
É um amor apenas digno
Daqueles a quem chamo de amigos
Amor que me lança à saudade
Que me entrega as lembranças
Que faz de mim metade
Inteiro sou apenas nas esperanças
O amor que no peito eu levo
É um sentimento que com prazer eu carrego
E que por ele faço tudo e me entrego
Por ele minha própria vida eu nego
Amar é tão abstrato
Entretanto sei bem quais são suas formas
Por isso em um retrato
Pincelo com fervor as suas normas
No rubor de tal amor
Venho aqui apenas propor
Que para tal sentimento façamos todos um favor
Entreguemo-nos de alma e sintamos em tal sentimento o mais singelo e refrescante calor
Rafa Perini'

Pensamentos aleatórios!

Sonho com o dia em que a realidade permitirá meus sonhos realizar! - Rafa Perini'

Artes de um Duelo!

Artes de um duelo
Ao tratar da amizade
Como sendo o amor mais impressionante
Tive eu nesta tarde
A parceria de uma duelante
...
Ao poeta não é reservado
Um futuro promissor
Ou se morre de fome,
Ou se morre de amor!
Se mesmo no futuro,
Esse amor a mim continuar pertencendo,
Com fome ou de amor
Sei que poderei continuar vivendo!
Com fome não há de vingar
Essa alma tão disposta a poetizar
Mas morrer de amor
É a mais bela forma de amar!
Amo tanto a vida
Que morrer não cabe em mim
Mas se isso é o que o amor me solicita
Me agrado eu em tal fim
Ao poeta não há de ser fúnebre
O ofício de poetizar
Tem por finalidade
Sua existência eternizar.
Lindas suas palavras
Obrigado por a morte de mim afastar
Viver eternamente nas letras
É viver eternamente a amar
Meu intento foi alcançado
Perpetuar em si
A motivação
E a capacidade de amar!
Rafa Perini' e Sheila Giraldi

domingo, 11 de maio de 2014

Poetizar

Poetizar é muito mais do que, e não apenas, rimar
É de forma sublime, subliminar
É ir longe, é voar
É ser forte, é encantar
É ser eu, no imenso mar
Mar, do incrível poetizar!

Rafa Perini'

Quando

Quando vejo a arte que inspira e que do amor deduz saudades incompletas e completos sentimentos, que assim como o vento, impele e compele aquilo que por dentro sensibiliza e motiva...

Me inspiro a uma vez mais,
Compartilhar poetizando,
Aquilo que quando deixamos para trás,
Para frente acaba nos levando.

Quando vejo a arte que trata dos sentimentos mais profundos, e que inspiração faz emergir do poder de escrever um sentir, e que o renascer faz ser possível de um sentimento outrora tão incrível, indescritível...

Me sinto bem disposto a tentar,
No lugar mais lindo do mundo,
Escrever, sentir e sonhar,
Com palavras ser sonhador de um tudo.

Quando li, quando. Foi quando decidi que quando o inspirar ao me surgir, deveria apenas permitir que a poesia acontecesse e que, o poeta, apreciado fosse!


Rafa Perini'

Ser

Ser verdadeiro
Ser metade
Ou ser inteiro?

Ser quem eu quiser ser
Ser quem eu posso ser
Ou ser quem eu devo ser?

O que eu quero nem sempre é certo!
O que eu posso nem sempre é bom!
O que eu devo, acredite, nem sempre é fácil!

Ser verdadeiro
Ser metade
Ou ser inteiro?

Vou ser metade!
Talvez seja o equilíbrio a reposta perfeita!
Mas sou imperfeito, vou ser metade mesmo!

Rafa Perini'

Inverdades

As inverdades de ontem,
Tornaram-se inverdades verdadeiras hoje.

Cá estou, no devaneio ou desvaneios,
Certo de que os "s" acrescentados,
Nos lugares certos se encontram.

Pois verdade é o fato,
De que "s" pode transformar um em muitos,
E que o plural de inverdade é o que ontem me acometeu,
Escrever-vos hoje então me ocorreu.

Devaneio ou desvaneios?
Decido eu qual usar,
Pois os "s" em devaneio acrescentados,
Tristemente tornou verdade,
O pluralizar da minha inverdade!


Rafa Perini'

Frio

Na sombra dos sonhos,
Encontro-me eu.
Perdido no Universo,
Um sentimento me ocorreu.

Nem sempre o céu é claro,
Mas sempre o sol está por lá.
As nuvens que me roubam a luz,
Não podem o sol para sempre apagar!

Escuro que me esconde,
Devolva-me para a luz que me aquece.
Frio sombrio e medonho,
Sendo fraco como és, por favor, desaparece!


Rafa Perini'

Labirinto

Ouvindo a música mais perfeita
Surge a inspiração mais profunda
Que com o frio mais intenso
Num mar de sonhos infinitos, por fim, nos afunda!

Ao som de "Amor frágil"
Percebe-se o simples e irrefutável fato
De que o amor, de tão sensível,
Num labirinto incrível, nos deixa estupefatos!

O labirinto em que, por amar, nos perdemos
Imenso e incrível ele é
Sem saída nele ficamos
Difícil é nele permanecer em pé!

Mas nesse mesmo labirinto, onde os sonhos são infinitos e onde o amor é tão frágil, encontramos na distância, ao som da música mais perfeita, um mar de refúgio que se mostra muito ágil!

Rafa Perini'

Descobertas!

Ao abrir a janela,
Um céu tristonho avistei,
E um triste riso desse céu,
Foi tudo o que ganhei.

Ao abrir a porta,
Fui cumprimentado por um sol pálido e distante,
Com veemência para ele olhei,
Nele viajei por alguns instantes.

Ao abrir o portão,
Pelo mundo imenso e velho fui abordado,
Ergui minha cabeça,
Pois com um novo mundo eu já havia sonhado.

Ao passar pelo portal,
Da cidade mais pequena, longe eu fiquei,
Para ela nunca mais retornar,
Foi simplesmente o desejo que desejei.

Ao passar eu, então pela fronteira,
Recomeçar tornou-se possível,
Pois longe do velho e triste mundo, céu e sol,
Fui eu descobrir meu novo mundo indestrutível.

Rafa Perini'

Alienando-se...

Quando na arte nos afundamos
O perigo ocorre porque longe de tudo ficamos
E sem nada acabamos.

Ao nos tornarmos um viciado
Do mundo ficamos alienados
Em um nada acabamos confinados.

Quando as relações primárias tornam-se irrelevantes
É difícil seguir adiante
E perdidos ficamos a partir desse instante.

Rafa Perini'

O menino

Ao subir no muro
O menino do subúrbio...

De um lado viu a riqueza de um país
De outro lado viu a miséria de seus pais
Do lado de cá, viu que havia abundância e desperdício
Do lado de lá, viu apenas a realidade de muitos vícios
Deste lado, ele observou que o país parecia potência
Daquele lado, apenas notou nos olhos da comunidade toda uma incoerência
Daquele lado ali, apontou coisas desejosas de ostentação
Mas do outro lado, não viu nem mesmo sonhos, não viu nada de bom!

Ao descer do muro
Foi o menino para o lado ao qual pertencia...

Abraçou então seus pais em meio à miséria
E sentiu-se mal por ser essa sua realidade tão séria
Encontrou ali na esquina o obstinado drogadito
Por ele nada poderia fazer, muito já havia sido dito
Ao caminhar por sua comunidade,
Sentiu-se incoerentemente abraçado por sua triste calamidade
A ostentação que conhecia, era apenas a que via e ouvia
Talvez no funk e no rap, um sonho, uma esperança por fim surgia!

Rafa Perini'

Ao contatar por minhas andanças muitos jovens e crianças, pude notar que as músicas em suas vidas, possuem grande influência. As artes que surgem nas ruas, tem seus dois lados, é uma moeda de duas faces realmente. Talvez seria bom tentarmos mostrar ao nosso futuro que o lado bom é sempre a melhor escolha! - Um pequeno devaneio social! rs

sexta-feira, 28 de março de 2014

Quando simplesmente falta o sono!

Quando simplesmente falta o sono!
Na simplicidade,
Perante lindos atos de bondade,
Me sinto à vontade,
Para com verdade,
Lhes escrever!
Com lembranças e dores,
Tudo que me acomete nos arredores,
Informações dispersas dos corredores,
Que são insuficientes para os senhores,
À poesia, venho me entregar!
Quando o sono se ausenta,
Tudo o que se ostenta,
Para esse poeta que se vos apresenta,
Com cuidado e de forma lenta,
É, ao sonho do ser, se permitir!

Rafa Perini'

Um estouro estrondoso!

Um estouro estrondoso,
Dos meus pesadelos veio me despertar.
Deixei de ser um poeta do entardecer,
Para, na calada da noite, poetizar!
Ao ser eu despertado,
Despertado também foi o inspirado sonhador.
Por isso aqui me encontro,
Mesmo assustado, escrevendo com fervor.
A dor que me impele,
É a insônia que me atormenta.
E a leveza com que sofro,
Nos meus pesadelos ela se acorrenta.
Sonho e pesadelo,
Juntos como irmãos caminham os dois.
E cá fico eu,
No meio dessa guerra de gigantes, ora pois.
Rafa Perini'

quarta-feira, 26 de março de 2014

Sem rumo!

Sem rumo!
Sem rumo eu escrevo
Sem rumo eu apago
Sem rumo eu sinto
Sem rumo eu deixo de sentir
Sem rumo eu espero
Sem rumo eu sigo adiante
Sem rumo eu desejo
Sem rumo eu desejo ainda mais
Sem rumo eu vejo
Sem rumo eu no escuro permaneço
Sem rumo eu avanço
Sem rumo eu retrocedo
Sem rumo eu me lembro
Sem rumo eu me esqueço
Sem rumo eu acredito
Sem rumo eu sonho
Sem rumo eu me inspiro
Sem rumo eu exteriorizo
Sem rumo eu vou
Sem rumo eu poetizo!
Rafa Perini'

Ao!

Ao...
Ao explodir a fúria
O fogo do estar consome o tornar-se.
Ao eclodir os pensamentos
O vento forte que entra por qualquer lugar te arrebate.
Ao exprimir os sentimentos
A dor do ato como sendo calado num afogar-se se esvai.
Ao reprimir os intentos
Os desejos tão intensos deixam de ser nobres.
Ao desistir dos momentos
A terra que apoia some e o mundo cai.
Ao persistir na expressão
Longe vai o poeta, pois dele é insaciável o desejo de fazer saberem.
Rafa Perini'

Ser poeta!

Pudera eu ser um poeta,
Faria todos chorarem.
Quisera eu ser um poeta,
Faria todos rirem.
Tentasse eu ser um poeta,
Faria todos sentirem.
Ostentasse eu ser um poeta,
Faria todos observarem.
Imaginasse eu ser um poeta,
Me imortalizaria na corrente do tempo dos pensadores por fazê-los ir mais longe, por torná-los meus, por estar com eles nos reflexivos delírios seus, por mudar as atitudes, por influenciar gerações, por mesmo calado continuar falando e opinando!
Pudera,
Quisera,
Tentasse,
Ostentasse,
Imaginasse...
Eu! Ser um poeta! Que lindo isso seria!

Rafa Perini'

Esperas

Eu não estou satisfeito com o meu país
Eu acredito ser poeta
Eu espero mudar o futuro
Eu espero saber criticar
Eu espero me fazer ouvir

Eu não moro em um lugar bom
Eu acredito que isso pode mudar
Eu espero na poesia poder me expressar
Eu espero poder esperar coisas boas
Eu espero poder morar em um lugar adequado

Eu penso que o problema está lá em cima
Eu creio nas alturas, onde estão as autoridades
Eu espero que eles possam nos escutar
Eu espero um Brasil melhor
Eu espero conseguir lutar!

Rafa Perini'

Palavras...

Palavras
E quando a dor é arrebatadora,
E as palavras, armas poderosas,
E os recados, obliteradores?
E quando voltar atrás não é mais possível,
E o desculpar-se é pouco,
E o implorar se torna pesado?
E quando as palavras acabam,
E a resposta à altura não é possível,
E o poder do que se quer é fraco?
Tudo, tudo o que resta é esperar o tempo, juntamente com a esperança, trazer dias melhores!
Rafa Perini'

Desilusão!

Desilusão
A desilusão,
Como alguém que cobre outro alguém,
Veio cobrir-me com a manta do não sonhar.
A desilusão,
Como a um falso amigo,
Veio trazer-me frente aos olhos, um futuro terrível.
A desilusão,
Como, poderosa como nunca,
Veio destruir o meu preceito principal.
Sonhar nos ajuda a viver nesse mundo onde as realidades são horríveis!
Rafa Perini'

Pensamentos aleatórios!

Por que num dia somos felizes e no outro não? Alguém poderia me esclarecer essa questão?

Uma lição!

Quando ensinar eu fui,
Ensinado fui eu,
Que o peso da saudade,
Imenso no lugar mais lindo,
De um querer tão infinito,
Garantidor de esperanças incomparáveis,
Diante de olhos inocentes,
Pode ser pesado na amizade mais improvável!
Ao ser eu convocado,
Por palavras cativantes,
Vontade tive eu,
De responder e fazer com que tudo voltasse a ser como era antes.
"Queria que você voltasse!"
Se tudo fosse fácil,
Voltaria eu correndo,
A dor da saudade,
Emergiu na resposta perguntante e única que era possível!
"Queria?"
Um "até amanhã" foi o que houve e a esperança ainda permanece!
Rafa Perini'

Do amor!

Do amor que sofro eu,
Incomparável e por muitos desconhecido,
É um amor visto apenas,
Nos olhares de verdadeiros amigos.
Do amor que me acomete,
Resta a dor por não tê-lo.
E a dor ainda mais forte,
Por ser eu o culpado de perdê-lo.
Do amor que me esfria,
Preciso eu buscar refúgio.
Mas de tal amor poderoso, divino e eterno,
Não existe escapatória, apenas abuso.
Rafa Perini'

Poeta!

Sou um poeta!
Sou um poeta do entardecer,
Pois no crepúsculo dos dias mais frios penso sempre ser,
Único e vencedor, mudador do mundo e do viver.
Sou um poeta do lugar mais lindo,
Lugar somente meu, especial e totalmente límpido,
Lugar de controvérsias e decisões onde sempre estou caindo.
Sou um poeta da música perfeita,
Que mesmo em situações rarefeitas,
Acho uma saída para as atormentadoras empreitas.
Sou um poeta!
Rafa Perini'
O lugar mais lindo! O meu lugar no mundo!

Saudades!

Saudades de quando eu tinha tudo.
Porque antes o meu tudo era real e palpável.
Hoje no meu mundo,
Meu tudo é apenas imaginável!
O tempo em que tudo estava aqui para eu abraçar,
Para trás foi deixado.
Nada mais há para eu ao menos olhar,
Tudo findado!
O vento do outono que sopra meu corpo,
Poderia com bondade me favorecer e levar embora,
Os momentos que neste triste escopo,
Me fez ver que tudo é terrível lá fora!
Rafa Perini'

domingo, 23 de março de 2014

Pensamentos aleatórios!

Quando o escuro me consome, sorrio para ele e o abraço.
É no escuro que coloco os pensamentos no lugar, e de olhos bem abertos, no nada da escuridão, consigo enxergar o tudo que me faltava até então!

Um chute!

Na calada da noite, chutou-me a inspiração!
Por isso vou escrevendo, poderia eu negar a ela submissão?
O silêncio que impulsiona tornou-se minha companheira na escuridão.
Tá vendo? Um chute, as vezes, dá sim um ótimo e necessário empurrão!

Rafa Perini'

Um crime, outro culpado!

O que me fora roubado,
Ora, já não pode mais ser recuperado!

Um tanto inesperado,
É o que tal crime, outrora encerrado,
Acometeu-me um adendo que, de lado, havia sido deixado!

Longe do amanhã expectado,
Tudo o que podia ser esperado,
Fulcros obstinados de um futuro tão aguardado,
Levou-me mais longe do que o caminho almejado!

Portanto, aqui estou, tão cansado,
Nesses versos meus, desabafando-lhes alguns dados,
Que no olhar do poeta despreparado,
Ganhará um sentido idealizado,
Encontrá-se aqui então o adendo, anteriormente sublimizado!

O que é meu, seu não pode ser achado,
Por mais que nas reflexões pense tê-lo encontrado,
O fato é, amigo amado,
Finalmente, para ti, um segredo revelado,
Que nos versos meus, confusão é o toque vislumbrado,
Tudo aqui, incompreensível, está aqui, tudo bem pensado!

Por aqui ficando vou, vou sendo deixado,
Informando-lhes então um roubou de algo por mim estimado,
Mas confesso que se tal crime ocorreu, quem lhes escreve é o culpado.
Sem ação estou por isso eu, pois foi meu o erro supracitado,
Eu sou o agente que imensidões deixou de lado,
Tudo era muito maior do que eu havia imaginado,
Tal culpa levarei eu até meus dias estarem finalizados!

Rafa Perini'

sábado, 22 de março de 2014

Viver

Quando se torna necessário,
emerge a força!
A força ao ser encontrada,
suprime o desalento!
O desalento ao cessar,
dá lugar a esperança!
A esperança ao surgir,
me traz de volta à vida!
A vida ao me envolver,
me presenteia com o privilégio de viver realmente!

Rafa Perini'

Ouça-me!

Quando surge a inspiração,

Parar, deixa de ser algo tangível!

Obstar tal intento,
Esquece, não é possível!
No plasma do cenário mundial,
Aqui me encontro, inacessível!
Expressar-me é necessário,
Deixar de fazê-lo, não é cabível!
Vou eu continuar,
Com orgulho, tornar-me inatingível!
Poetizando sempre mais,
Ir mais longe e superar o impossível!
Crescer perante o mundo,
Tornar-me alguém ouvível!

Rafa Perini'

Artes de um Duelo!

Parte 1. O Combate!

Perfilados num embate
Continuamos esse combate
O resultado será um empate
Pois concepções à parte
Persistiremos nesse disparate!

Parte 2. Olhos Verdes!

Olhares verdes estes meus,
Refletem segredos que não são seus.
Longe dos entendimentos,
Sem querer desapontamentos.
Sozinho sigo adiante,
Refletindo sempre por um instante.
Continuaremos esse duelo,
Inspiração de um pensar tão belo!

Parte 3. Segredos!

O duelo continua...
O empate já declarado permanece.
Mas correremos por essa rua,
Onde sua estrutura estremece.
Adiante seguirei eu,
Na magia dos segredos.
Respondendo os ataques seus,
Sem temer os medos.
Não me entenda mal,
Feliz está esse vosso amigo.
Que como num sarau,
Recita sempre a um pedido!

Parte 4. Um Terceiro nos acomete!

Temos cá conosco um duelante a mais.
De que lado ele está,
Diferença nenhuma isto faz!
Continuarei eu a duelar sem parar.
Desistir não cabe em mim,
Sempre há uma esperança para se notar!
Oceanos, reflexos dos meus olhos.
Guardam ideias de uma cor,
Tons de verde que não são próprios!
São apenas meus os motivos para ser capaz.
Cá estou eu defendendo com ímpeto,
As fortalezas do meu cais!

Parte 5. Disposições Finais!

Opositor aqui reclamado, iremos longe, esteja certo!
Poema aqui declamado, mesmo no horizonte, estamos muito perto!
Grande oponente, prepare-se, a guerra vai continuar!
Onipresente, a arte do recitar-se, encontra-se em todo lugar!
Bem vindos meus amigos, para essa prosa, para poetizar!
Não somos inimigos, mas é deliciosa, a resposta ao desafiar!

Rafa Perini'

Pensamentos aleatórios!

Já disse que não gosto de olhar nos olhos?! E que também não olhem nos meus? Então, pessoalmente, a linha tênue entre verdades e especulações a partir do olhar me fazem retroceder!

domingo, 16 de março de 2014

Pensamentos aleatórios!

Olhe bem para a vida e estapeie-lhe a face! É difícil, mas depois de feito, erguer a cabeça se torna mais simples!

quinta-feira, 13 de março de 2014

Vício!

Vício

Estou cheirando letras,
Estou fumando pensamentos,
Estou bebendo reflexões,
Estou usando pedras de ideias,
Cá estou eu, viciado!
Vício total em "pó"...
Pó?
Po!
Po-esias.

Rafa Perini'

Quando surge


Quando surge o riso?

Quando surge a esperança.

Quando surge a alegria?
Quando surge o motivo.

Quando surge a vontade?
Quando surge a esperançosa motivação para se ir muito além do imaginável, em meio a alegres e risonhos surgimentos inesperados!

Rafa Perini'

Pensamentos aleatórios!

Quando as muralhas do seu ser sucumbem aos invasores do teu eu, tornar-se mais forte do que tudo se faz necessário para que a sua existência possa manter-se viva em você mesmo, ainda que em meio a destroços!

quarta-feira, 12 de março de 2014

Procuro me lembrar!

Um pequeno devaneio... de alguns anos atrás:

Sabe quando parece não haver mais nenhuma luz no mundo?
Ou quando parece que todas as opções já não existem mais?
Ou até mesmo quando tudo parece não mais valer a pena?
Então, eu procuro me lembrar...
Me lembrar das amizades
Me lembrar dos orgulhos
Me lembrar dos risos

Sabe quando os problemas parecem ser maiores que o infinito?
Ou quando as dúvidas parecem superar qualquer certeza?
Ou até mesmo quando o maravilhoso céu parece ter sumido?
Então, eu procuro me lembrar...
Me lembrar que os problemas não são maiores do que eu
Me lembrar que as dúvidas, as vezes, podem ser úteis
Me lembrar que o céu sumiu apenas porquê fechei meus olhos

Então, eu procuro me lembrar...
Me lembrar que tudo pode ser muito mais simples!
Me lembrar que tudo pode ser muito melhor!
Me lembrar que se tudo fosse fácil, aí sim, nada valeria a pena, e,
Enxergar o maravilhoso céu... não seria mais necessário!

Rafa Perini' - em algum momento, em 2008.

Pensamentos aleatórios!

Sonhar nos ajuda a viver nesse mundo, onde as realidades são horríveis!

Pensamentos aleatórios!

Não é fácil, nem simples, nem complexo, nem difícil, nem bobo, nem impossível, entender que a linha tênue existente entre o sonho e a realidade se resume à inexorabilidade do fato de que tudo depende apenas de cada um de nós, tão somente!

Eu

Eu, pensador
Jogador
Reflexo ao calor
Brinco de sonhar
Sonhador

Rafa Perini'

Pensamentos aleatórios!

Às vezes falta tudo... mas então seus sonhos o jogam novamente na estrada!

Pensamentos aleatórios!

O estagnar-se do pensar, não ocorre com quem fulcro faz do imaginar e dá espaço ao sonhar! Porque ir mais longe, hoje vi, é vontades realizar, concretizar o se expressar!

Poetizar!

Poetizar é muito mais do que, e não apenas, rimar

É de forma sublime, subliminar

É ir longe, é voar
É ser forte, é encantar
É ser eu, no imenso mar
Mar, do incrível poetizar!

Rafa Perini'

Jovens, onde estão vocês?

Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem, não é sério!
O jovem no Brasil nunca é levado a sério!

[...]

O que eu consigo ver é só um terço do problema,
É o sistema que tem que mudar, senão não muda!
A juventude tem que estar a fim. Tem que se unir!!!

Jovens, onde estão vocês?

Cá está um blog, onde se expressar é fundamental! 
Por favor, deixem comentários!

Tudo tem um começo!

Descobri, finalmente, a que destinar esse blog que se vos apresenta... 
Pensamentos e devaneios, eis que aqui vou lhes mostrar!

Sejam bem vindos!!!