quarta-feira, 26 de março de 2014

Ao!

Ao...
Ao explodir a fúria
O fogo do estar consome o tornar-se.
Ao eclodir os pensamentos
O vento forte que entra por qualquer lugar te arrebate.
Ao exprimir os sentimentos
A dor do ato como sendo calado num afogar-se se esvai.
Ao reprimir os intentos
Os desejos tão intensos deixam de ser nobres.
Ao desistir dos momentos
A terra que apoia some e o mundo cai.
Ao persistir na expressão
Longe vai o poeta, pois dele é insaciável o desejo de fazer saberem.
Rafa Perini'

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